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Mensagem final da XIII Assembleia Geral da SMBN

Reavivar o ardor e a paixão pela Missão de Jesus”

Saudamos com profunda gratidão, a partir de Fátima, todos os membros da SMBN e aqueles que, em comunhão eclesial, nos acompanharam pela oração e pelo compromisso missionário.

1. A XIII Assembleia Geral da SMBN decorreu no contexto de algumas efemérides de cariz missionário, às quais não podemos deixar de fazer referência, aproveitando a oportunidade para nos deixarmos estimular a um relançamento da nossa vivência apostólica. Apraz, em primeiro lugar, recordar o centenário da morte do grande bispo missionário D. António Barroso, um homem cuja vida foi inteiramente plasmada pela missão e que – juntamente com outras personalidades da Igreja portuguesa de então, tais como D. Teotónio Vieira de Castro e D. João Evangelista de Lima Vidal – contribuiu para a criação daquilo que, por vontade expressa do Papa Pio XI, viria a ser a Sociedade de Vida Apostólica da qual nos alegramos de fazer parte.

A segunda feliz circunstância na qual decorreu a nossa Assembleia Geral foi o aproximar-se do ano comemorativo do centenário da Carta Apostólica Maximum Illud, do Papa Bento XV, com data de 30 de novembro de 1919, “Sobre a Propagação da Fé Católica no Mundo Inteiro”, e que culminará com o Outubro Missionário Extraordinário 2019, «de modo que se desperte e jamais nos seja roubado o entusiasmo missionário» (Papa Francisco). Assim, acolhemos com alegria o convite que, em vista da nossa Assembleia Geral, nos chegou da Congregação para a Evangelização dos Povos, a que, nesta comemoração saibamos «reavivar o ardor e a paixão pela missão de Jesus» (Cardeal Filoni, 18 de junho de 2018) e para que este ano possa ajudar-vos a colocar a missão de Jesus no coração da vossa família, transformando-a em critério para medir a eficácia das vossas estruturas, os resultados dos vossos trabalhos, a fecundidade dos vossos ministros e a alegria que sois capazes de suscitar (ibidem).

Na sequência desta comemoração, a Conferência Episcopal Portuguesa – e é a terceira circunstância que acompanha a XIII Assembleia Geral da SMBN – proclamou um Ano Missionário (outubro de 2018 a outubro de 2019), garantindo que «a dimensão missionária estará subjacente às iniciativas pastorais diocesanas e nacionais ao longo do Ano Missionário» (194.ª Assembleia Plenária da CEP, abril 2018).


 

 
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Novo cardeal japonês

No domingo, 20 de Maio, na celebração do Pentecostes, o papa Francisco nomeou o arcebispo de Osaka, D. Tomás de Aquino Manyo Maeda, como um dos 14 novos cardeais da Igreja Católica.

O neo-cardeal nasceu a 3 de Março de 1949, na pequena aldeia de Chuchi, nas ilhas de Shinkamigoto. Estas ilhas situam-se no arquipélago de Goto, onde se refugiaram os cristãos durante os anos de perseguição. Desta paróquia saíram até hoje várias vocações para o sacerdócio e três deles foram escolhidos para servir como bispos (D. Francisco Xavier Kaname Shimamoto; D. Alexis Mitsuru Shirahama; D.Tomás de Aquino Manyo Maeda).

D. Maeda Manyo estudou no Liceo Nanzan em Nagasaki e no seminário maior de São Sulpício, em Fukuoka. Ele foi ordenado padre aos 26 anos, na festa de S. José. Durante 31 anos trabalhou como padre na Arquidiocese de Nagasaki. A 13 de Junho o Papa João Paulo II nomeia-o Bispo da Diocese de Hiroshima e a 23 de Setembro de 2011 é ordenado Bispo. Escolheu como lema episcopal: "NON MINISTRARI SED MINISTRARE" ( Servir, não ser servido).

Desde Agosto de 2014, D. Maeda é o Arcebispo de Osaka, onde trabalham os missionários da SMBN.

Ele é o  primeiro japonês em nove anos a ser nomeado para a função e será o sexto cardeal natural do Japão. Ele receberá o barrete cardinalício em 29 de Junho.

Igreja e Missão 237

 

Adelino Ascenso
O Samurai de Shūsaku Endō: Uma viagem espiritual

 

Joaquim Domingos da Cunha Areais
O ambiente histórico, cultural e religioso envolvente da comunidade joanina: Génese do Quarto Evangelho

 

Rui Pedro Vasconcelos
O jardim que a ausência permite: Uma leitura da obra Amigo e Amiga de Maria Gabriela Llansol

 

Editorial


Diz o norte-americano de origem japonesa Makoto Fujimura, na sua obra Silence and Beauty, que a cultura japonesa não aceita com facilidade influências que venham de fora e rejeita novas ideias que possam ameaçar a harmonia do grupo. De facto, a harmonia (wa em japonês) é um conceito tão importante, que foi incluído na primeira Constituição, promulgada pelo príncipe Shōtoku Taishi (574-622) em 604 (Artigo 1: «A harmonia deve ser valorizada e as contendas evitadas…»). Se não se entender a importância do sentido de filiação grupal na cultura japonesa, será difícil compreender o pensamento do japonês comum. Há categorias de grupos que são determinantes para o indivíduo no Japão. Ele ou ela terá de pertencer a uma família ou vizinhança e, simultaneamente, deve estar agregado/a a alguma companhia, escola, colégio ou universidade. As decisões são tomadas dentro de tais categorias ou na relação entre elas. Decisões pessoais não são permitidas, uma vez que perturbam a harmonia desses grupos. É aqui que entra em acção o termo wa: o individual ao serviço da comunidade. A cultura e a vida social japonesas estão centradas neste conceito de harmonia com os outros, tanto os vivos como os mortos; a harmonia com os deuses e com a natureza também é central nesta concepção da vida. Uma expressão tão breve como wa possui uma força e um sentido que percorrem toda a cultura japonesa, como que um caminho de luz. Wa é sobre harmonia, inclusivismo, corporativismo e equilíbrio entre pessoas, grupos, natureza, antepassados, deuses e religiões.

 

 
 
 
 
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